Data
12
Dezembro
2019
Comunicado
GEOTA defende diminuição da fatura da eletricidade sem reduzir IVA

A associação de defesa do ambiente acredita que não se deve incentivar o aumento da procura de energia com medidas simplistas como a diminuição do IVA. Pelo contrário, deviam questionar-se os subsídios e benefícios no setor energético, que ascendem a 4000 milhões de euros por ano, muitos dos quais têm efeitos ambientais e sociais perversos.

O GEOTA defende que os impostos na energia sejam canalizados para programas de apoio à eficiência energética dos lares, empresas e edifícios públicos.

“Se o Estado apoiar as famílias em obras de reabilitação de casas que têm problemas de isolamento térmico, por exemplo, a sua fatura mensal vai diminuir porque precisarão muito menos de aquecer ou arrefecer artificialmente as residências. Além disso, aumentaria o conforto e a qualidade da sua habitação”, explica João Joanaz de Melo, do GEOTA. 

“Da mesma forma, se uma empresa tiver apoios para comprar um forno mais eficiente, uma máquina que consuma menos energia ou fácil acesso a meios de transporte mais sustentáveis, como o comboio, os custos mensais diminuirão drasticamente. Isto, ao mesmo tempo, reduziria o custo dos seus produtos e aumentaria a competitividade. Financiar a eficiência energética e uma boa rede transportes públicos são, de longe, as formas mais custo-eficazes de investir dinheiro público para descarbonizar a economia.”

No setor elétrico, o GEOTA defende que deveriam ser aplicados tarifários progressivos – que simultaneamente promovem o uso mais eficiente da energia, salvaguardam as famílias mais desfavorecidas e penalizam gastos sumptuários. "A diminuição cega do IVA poderá levar a um incremento abrupto da procura, exponenciando a produção nas centrais que ainda utilizam carvão, o que aumentaria as emissões de carbono do nosso país.

Marlene Marques, presidente do GEOTA, alerta que “Portugal se encontra numa das regiões do mundo onde as alterações climáticas mais se fazem sentir, com o aumento dos períodos de seca e a frequência de outros fenómenos extremos. Tomar medidas contraditórias com as metas de descarbonização que assumimos não é só um problema de incumprimento de tratados internacionais. É uma questão de sobrevivência.”

Partilhe este artigo
FacebookTwitterLinkedInWhatsAppTelegramGoogle
Evento
12
Dezembro
2019
Em Destaque
GEOTA - O Resultado | Episódio sobre o Renature Monchique
Florestas e Biodiversidade
Florestas e Biodiversidade
O Resultado | Episódio sobre o Renature Monchique
15 de Abr., 2021
Autor: GEOTA
Ver mais
GEOTA - GEOTA Apela à Proteção dos Rios e Gestão Eficiente da Água
Rios e Água
GEOTA Apela à Proteção dos Rios e Gestão Eficiente da Água
22 de Mar., 2021
Autor: GEOTA
Ver mais
GEOTA - Ação de plantação na Serra de Monchique com participação especial de Cuca Roseta
Florestas e Biodiversidade
Ação de plantação na Serra de Monchique com participação especial de Cuca Roseta
21 de Mar., 2021
Autor: GEOTA
Ver mais
SUBSCREVA A
NOSSA NEWSLETTER
Fique a par de
tudo sobre geota