No Dia da Árvore, a 21 de março de 2026, o GEOTA celebra um marco extraordinário: 2 milhões de árvores autóctones plantadas no âmbito dos projetos Renature.
Mais do que um número, esta conquista simboliza o impacto positivo que a ação colectiva pode ter na regeneração dos ecossistemas, na recuperação das paisagens e na promoção de um futuro mais resiliente e biodiverso.
Assinalar o Dia da Árvore com a marca de 2 milhões de árvores plantadas é também um momento de reflexão e de compromisso: a crise climática e a perda de biodiversidade exigem acção imediata e responsável. Cada árvore plantada, cuidadosamente escolhida e monitorizada, contribui para a criação de paisagens mais resilientes, biodiversas e adaptadas às condições futuras.

O trabalho de reflorestação dos projetos Renature é desenvolvido por equipas contratadas localmente bem como todos os materiais e plantas necessários de modo a dinamizar a economia das regiões onde estamos a intervir.
O impacto destes projectos vai muito além das árvores. Cada nova plantação contribui para:
Aumentar a biodiversidade, criando habitats para aves, insectos, pequenos mamíferos e flora nativa;
Melhorar a qualidade do solo e a retenção de água, tornando a paisagem mais resiliente a eventos extremos;
Fortalecer as comunidades locais, envolvendo cidadãos, escolas, associações e empresas em ações de voluntariado e educação ambiental.

Os projetos Renature distribuem-se pela Serra de Monchique, Serra da Estrela e Pinhal de Leiria, territórios profundamente afetados por grandes incêndios e por alterações ambientais significativas.
No GEOTA acreditamos que a regeneração da natureza só é possível com a participação ativa das comunidades. Ao longo destes anos, centenas de voluntários e parceiros têm participado no projeto, acompanhando o crescimento das florestas e desenvolvido ações educativas que sensibilizam para a importância da conservação e da gestão sustentável dos territórios.

Desde 2019, o GEOTA tem implementado um modelo de restauro ecológico através da plantação de espécies autóctones, na recuperação de solos degradados e na criação de habitats que promovem a biodiversidade local.
Com o objectivo de mudar a paisagem com espécies mais resilientes ao fogo estão a ser plantados carvalhos, sobreiros, medronheiros, castanheiros, pinheiro-bravo e outras espécies emblemáticas como o carvalho-de-monchique, que ocorre apenas na Serra de Monchique e na bacia do rio Mira e que se encontra Criticamente em Perigo segundo a Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental.


